‘Estudo Sobre Adaptação e Vulnerabilidade à Varibilidade Climática: casos do setor elétrico brasileiro’ representa um esforço do setor empresarial para aprofundar a compreensão sobre o tema
As emissões de fontes não controladas – em geral, a cadeia de fornecedores – corresponderam, em 2011, a 88% do total das emissões de Gases de Efeito Estufa das companhias que relatam seus inventários, de acordo com dados do Registro Público de Emissões do Brasil.
Esse dado foi ponto de partida para a implementação, em 2012, do Programa de Gestão de Carbono na Cadeia de Valor, projeto-piloto do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
Agora em 2013, na 2ª edição do trabalho, o projeto dobrou de tamanho. São nove empresas participantes - Banco do Brasil, Braskem, Cemig, Coca-Cola, Ipiranga, Itaú, Schneider Electric, Vale e Votorantim – e a expectativa é capacitar 100 fornecedores.
“Por mais que uma empresa invista em eficiência energética ou outros métodos de mitigação de suas emissões, o resultado pode não ter grande impacto na pegada de carbono de seus produtos e serviços em função da considerável proporção de emissões de carbono gerada pela cadeia de fornecedores”, explicou Raquel Souza, coordenadora da Câmara Temática de Energia e Mudanças Climáticas do CEBDS (CTClima).
Edição 2012
Na primeira edição, o programa capacitou 32 fornecedores das empresas Vale, Votorantim, Banco do Brasil e Itaú. Desses, 22 apresentaram seus inventários total ou parcialmente, o equivalente a aproximadamente 70% dos fornecedores.
Inicialmente, 244 fornecedores das empresas participantes foram contatados, tendo 50 deles (dentre os mais importantes e que fossem comuns a mais de uma empresa) sido selecionados para participar dos workshops de sensibilização e capacitação.
Dessas 244 empresas, apenas oito já realizavam algum tipo de levantamento de emissões de GEE.
Mais de 80% dos fornecedores que participaram do workshop não realizavam previamente quaisquer tipos de inventários de emissão antes do projeto e, desses, cerca de 60% justificam a não realização pela falta de necessidade ou de interesse, seja pelo tipo de negócios que realizam ou pelo baixo grau de emissões; pelas dificuldades técnicas inerentes ao processo; e pelo custo atrelado.
Depois dos workshops, quatro entre cinco fornecedores se manifestaram dispostos em realizar o primeiro inventário (ou um novo).
Clique aqui para conhecer a publicação da primeira edição.
Matéria do jornal Gazeta do Povo (PR) apresenta o documento Visão Brasil 2050
Promovido pela Votorantim, evento reuniu representantes do governo, de empresas e de ONGs para debater sobre o atual panorama da biodiversidade no Brasil
A publicação reúne, de forma clara e prática, as principais informações da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável