publicado em 17/05/2012

Consumo consciente é uma atitude política

sérgio besserman, william waack, márcia muchagata, alice freitas

Na segunda plenária do congresso Sustentável 2012, “Escolhas Inteligentes: como o consumo altera o ambiente que nos cerca”, os palestrantes chegaram ao consenso de que a união do setor empresarial com o governo e com a sociedade é prioritária na busca pelo desenvolvimento sustentável. O evento foi promovido pelo CEBDS, no dia 10 de maio, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e reuniu mais de 500 participantes.

Para o presidente do Grupo de Trabalho da Prefeitura do Rio de Janeiro para a Rio+20, Sérgio Besserman, as grandes transformações não ocorrerão pela via do consumo.  “Vivemos em uma economia de mercado, o que define as escolhas são os preços. Consumo consciente é uma atitude política e sinaliza que gostaríamos que a economia de mercado fosse capaz de incorporar ao preço os custos da sustentabilidade”.  O economista ressaltou ainda que os desafios são inéditos e que a realização do seminário já indica o início da Rio+20 e o sucesso do evento, por conta da sua capacidade de formação de novas ideias.

 A fundadora da Rede Asta, Alice Freitas, enfatizou que o consumidor é capaz de realizar pequenas “revoluções” e alterar o cenário. Para Márcia Muchagata, assessora da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, a formação de preço dos produtos é fator determinante neste processo, “o preço hoje não contabiliza os custos ambientais.”

A importância da educação e da transformação do sistema pedagógico, com a inclusão das questões ambientais e sociais, foi reforçada pela diretora de Sustentabilidade da Amil, Odete Freitas. Já o presidente da Syngenta, Antônio Carlos, destacou a inovação tecnológica como peça fundamental de avanço, capaz de viabilizar o consumo de menos recursos naturais no processo produtivo.

© 2012 CEBDS - Av. das Américas, 1155 grupo 208, Rio de Janeiro – RJ CEP: 22631-000 - Tel: (21)2483-2250 - Entre em Contato