publicado em 17/05/2012

O Brasil tem uma vantagem comparativa em relação aos demais países quando o assunto é energia renovável: 46% da matriz energética brasileira. Esse dado foi destacado pelos debatedores da terceira plenária do Sustentável 2012, evento realizado no dia 10 de maio pelo CEBDS, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Apesar dessa vantagem, os debatedores alertaram que é preciso utilizar bem o insumo para alcançar um crescimento socioeconômico sustentável.
Para a subsecretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, Suzana Kahn, a maior vantagem do país está no potencial de outras fontes que ainda não foram exploradas, como, por exemplo, energia solar, eólica e biomassa. Segundo Suzana, o armazenamento de energia é também outro ponto fundamental. “No futuro, vamos precisar de todas as matrizes, aliadas à eficiência energética”, afirmou. Para a subsecretária, o Brasil está bem situado nas questões energética, de política e inclusão social.
O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, aposta nessa vantagem brasileira. Para ele, é preciso que a energia seja viável e competitiva para as indústrias e para a economia nacional. O vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável e Relações Externas da Raízen, Luiz Eduardo Osório, defendeu o aumento da produção do etanol para atender as demandas doméstica e externa.
O senador Rodrigo Rolemberg disse que ter uma matriz diversificada é um privilégio para o Brasil, “precisamos aproveitar essa diversidade para ganhar competitividade. O país precisa saber usar bem a energia e não ser apenas um mero produtor de energia”. Segundo ele, é necessário investir em tecnologia para agregar valor à produção nacional.
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