publicado em 31/07/2012
Por Marina Grossi (*)
A Rio+20 foi um marco da consolidação das empresas no palco principal do debate sobre sustentabilidade, ao lado dos governos e da sociedade. É uma conquista histórica, principalmente quando se leva em consideração que há 20 anos, na Rio 92, o setor empresarial era considerado um vilão. No entanto, esse reconhecimento ainda não alcançou a sociedade como um todo, principalmente os jovens, como se pôde ver na Cúpula dos Povos, em que as empresas ainda eram encaradas como forças negativas contra asustentabilidade. Aproximar empresas e sociedade e fazer com que as pessoas queiram estar perto do setor empresarial, não só para fiscalizar, mas também para ajudar a construir o caminho para a sustentabilidade, é um dos desafios desse período pós-conferência. Mais de 300 compromissos individuais de empresas foram registrados no site da ONU por meio da parceria entre o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês) e o Pacto Global. Outras se comprometeram com as plataformas transformadoras das Nações Unidas, como a Energia Sustentável para Todos, o Desafio de Fome Zero, a Plataforma da Indústria Verde e o Instituto Global de Crescimento Verde.
Grandes corporações, instituições de investidores e governos desenharam um arcabouço para negócios inclusivos e cinco bolsas de valores mundiais, com 4.600 empresas, assumiram compromisso público para a promoção de investimentos sustentáveis. No setor agrícola, 16 empresas lançaram princípios voluntários de boas práticas e políticas para a agricultura sustentável; 45 executivos enviaram um comunicado para os governos visando à melhor gestão dos recursos hídricos; 400 executivos aderiram aos Princípios de Empoderamento das Mulheres; 26 universidades endossaram a Declaração do Ensino Superior, que visa incorporar a sustentabilidade no ensino, pesquisa e gestão. Também merecem destaque os 10 compromissos assumidos pela Rede Brasileira do Pacto Global, com a adesão de aproximadamente 200 executivos; e a criação do Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável Rio+ (Centro Rio+), uma ação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Ministério do Meio Ambiente, com o apoio de dezenas de entidades, incluindo o CEBDS.
O caminho será lento se empresas, sociedade e governos trilharem percursos separados. Por isso, a contribuição do CEBDS na Rio+20 foi o Visão Brasil 2050, um documento que convida todos esses atores a buscar o melhor caminho. É uma plataforma de diálogo que, a partir de nove temas, apresenta o que deve ser feito para que o país se torne um país sustentável até 2050. Um país que terá combatido a corrupção, terá saneamento básico, educação de qualidade, será destaque em inovação e que até 2020 terá conseguido dar valor real aos seus produtos e serviços. Bastar ter vontade de fazer diferente.
*Marina Grossi é presidente executiva do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável)

Água Alcoa ambev aquecimento global banco do brasil basf Biodiversidade braskem CEBDS cebeds comunicação cop cop10 Desenvolvimento Sustentável educação Empresas energia Evento fgv institucional Itaú Mariana Meirelles Marina Grossi meio ambiente mudanças climáticas Natura notícia Notícias Notícias do CEBDS notícias do setor ONU parque dos atletas PepsiCo PESE Peter Bakker petrobrás relatório de sustentabilidade rio + 20 Rio +20 Rio Cidade Sustentável rio de janeiro Rio+20 sustentabilidade Sustentável 2012 vale visão Brasil 2050 Votorantim WBCSD Workshop